Fora da AL, Júlio Campos culpa chapa fraca, critica Mauro Mendes e fala em palanque sem força
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Conteúdo/ODOC – O deputado estadual Júlio Campos (União), que não obteve êxito na tentativa de reeleição nas urnas, fez um desabafo à imprensa e apontou os principais fatores que culminaram no encolhimento do seu partido no Parlamento estadual. O parlamentar criticou duramente a montagem da chapa proporcional e a atuação da direção partidária.
Segundo Júlio, a legenda, que contava com quatro cadeiras na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), viu sua representação cair pela metade no próximo pleito. “Caímos de quatro para dois”, resumiu o parlamentar.
De acordo com a análise do deputado, a chapa proporcional entrou na disputa com apenas nove candidatos, o que se mostrou insuficiente para acumular votos expressivos e garantir a conquista da terceira vaga para a legenda. Na avaliação dele, a votação ficou concentrada nas candidaturas de Dilmar Dal Bosco, Sebastião Rezende, Michelly Alencar e na dele próprio, enquanto o restante da nominata obteve um desempenho aquém do necessário para impulsionar a sigla.
Júlio apontou a responsabilidade da direção estadual do União Brasil pelo enfraquecimento do grupo durante o período de filiações. O presidente do partido, o Mauro Mendes, esvaziou a nossa chapa de deputado estadual”, disparou.
Além das fragilidades internas da nominata, Júlio Campos também citou como obstáculo a ausência de um palanque majoritário ativo e engajado para fortalecer as candidaturas proporcionais no interior do Estado. Ao avaliar a condução das campanhas majoritárias com as quais esteve alinhado, o parlamentar criticou o ritmo morno empregado nas ruas. “Ele não fez campanha, não colocou a candidatura na rua. Praticamente não existiu campanha”, avaliou.
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