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“Falava que eu era um homem morto”, diz jovem agredido por ex-servidor da Câmara

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"Falava que eu era um homem morto", diz jovem agredido por ex-servidor da Câmara

Conteúdo/ODOC – O jovem Andrew Ruggeri Maragno, de 22 anos, relatou que foi acordado com socos no rosto e ameaçado de morte pelo ex-servidor da Câmara Municipal de Cuiabá Douglas Lackman, de 24 anos, durante uma agressão ocorrida na quinta-feira (5), no Condomínio Edifício Vitória Régia, na Capital.

Em entrevista ao programa SBT Comunidade, Andrew contou que estava dormindo ao lado da namorada quando foi surpreendido pelo agressor, que é ex-companheiro da mulher e, segundo o relato, não aceitava o fim do relacionamento.

“Ele me ameaçava diversas vezes, falava que eu era um homem morto, que eu ia conhecer a morte, que ele ia me matar”, afirmou.

O episódio ocorreu em um apartamento localizado na Avenida Fernando Corrêa da Costa. Douglas teria conseguido acessar o condomínio por meio do sistema de reconhecimento facial e seguido diretamente até o imóvel onde o casal estava.

Andrew afirmou que não teve qualquer chance de se defender, já que foi surpreendido enquanto dormia.

“Já era por volta de 13h, estava deitado dormindo com a minha namorada, tranquilo, e acordei já tomando soco, com ele em cima de mim, não tive tempo de reação, não tive tempo de me defender, foi pura covardia comigo”, relatou.

O jovem explicou que conheceu a atual companheira há cerca de um mês. Segundo ele, o relacionamento anterior da mulher com Douglas havia terminado aproximadamente três meses antes do ataque.

“Meu negócio é com ela”

A mãe da vítima, a terapeuta familiar Angélys Ariadne, também concedeu entrevista ao SBT Comunidade e revelou o desespero ao descobrir que o filho havia sido agredido.

Ela afirmou temer que a situação pudesse ter terminado em uma tragédia ainda maior, principalmente pela possibilidade de Douglas ter ficado sozinho com a ex-namorada após o ataque.

Segundo Angélys, depois de espancar Andrew, o ex-servidor teria telefonado para a ex-sogra e atribuído à jovem a responsabilidade pelo episódio.

A mãe relatou ainda que, durante a conversa, Douglas teria admitido que errou ao agredir o rapaz, mas deixado claro que pretendia permanecer no apartamento com a ex-companheira.

“Ele falou ‘realmente, eu errei, não devia ter batido nele, o meu negócio é com ela. Então eu vou esperar ele ir embora e eu vou ficar com ela sozinha aqui’”, disse Angélys.

“Eu acho sim que ele estava querendo ficar com ela ali no final para fazer alguma atrocidade”, acrescentou.

Diante da gravidade do episódio, Angélys afirmou que a família já adotou as medidas legais necessárias e espera que o suspeito seja responsabilizado.

Andrew também cobrou uma punição pelas agressões e ameaças sofridas.

“Eu espero que a justiça seja feita, e que ele seja punido por tudo que fez”, afirmou.

Exoneração e investigação

Após a repercussão do caso, Douglas Lackman foi exonerado da Câmara Municipal de Cuiabá na manhã de sexta-feira (6). Ele ocupava um cargo na Secretaria de Apoio Legislativo.

Em nota, o Legislativo municipal repudiou qualquer forma de violência e afirmou confiar no trabalho das autoridades responsáveis pela investigação.

A Polícia Civil registrou a ocorrência como lesão corporal e ameaça. As circunstâncias do ataque seguem sob investigação.

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Fonte: Policial – O DOCUMENTO | Confira as principais notícias de Cuiabá, Mato Grosso e região (https://odocumento.com.br/falava-que-eu-era-um-homem-morto-diz-jovem-agredido-por-ex-servidor-da-camara/)


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