Faissal nega envolvimento em suposto esquema de venda de sentenças em Mato Grosso
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Conteúdo/ODOC – O deputado estadual Faissal Calil (PL) se manifestou pela primeira vez após ser citado na Operação Gemini, investigação conduzida pela Polícia Federal que apura um suposto esquema de comercialização de decisões judiciais e lavagem de dinheiro no âmbito do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
Alvo de mandados de busca e apreensão e da quebra dos sigilos bancário e telefônico, o parlamentar negou qualquer participação em irregularidades e afirmou que sua inclusão no inquérito decorre de interpretações equivocadas sobre sua atuação como advogado.
A operação tem como principal investigado o desembargador Dirceu dos Santos, que foi afastado do cargo por determinação judicial. No caso envolvendo Faissal, a Polícia Federal apura se ele teria atuado como intermediador de interesses relacionados ao magistrado, hipótese rejeitada pelo deputado.
Ao comentar um dos principais elementos da investigação, Faissal afirmou que as conversas mantidas com o advogado Roberto Zampieri, assassinado em dezembro de 2023, estavam ligadas exclusivamente a uma disputa fundiária em Ribeirão Cascalheira.
Segundo o parlamentar, ambos representavam partes contrárias em uma negociação envolvendo uma área rural. De acordo com sua versão, as mensagens tratavam apenas de tentativas de acordo financeiro para evitar o prosseguimento de uma ação judicial.
“O diálogo dizia respeito a uma composição entre as partes. Eu atuava para um lado e ele para o outro. Não havia qualquer assunto relacionado a decisões judiciais”, declarou.
Faissal relatou que a proposta inicialmente apresentada girava em torno de R$ 2 milhões, mas que as tratativas avançaram para valores significativamente menores. Ele ressaltou que sua última troca de mensagens com Zampieri ocorreu pouco antes da morte do advogado e teve caráter estritamente profissional.
O deputado também aproveitou para rebater informações que circularam após a operação, especialmente rumores sobre a apreensão de bens de alto valor em sua residência.
De acordo com ele, os agentes federais recolheram apenas seu telefone celular durante o cumprimento das medidas judiciais. Faissal afirmou ainda que colaborou integralmente com a investigação, fornecendo espontaneamente os acessos solicitados.
“Não encontraram relógios de luxo, dinheiro ou qualquer patrimônio incompatível. O único item apreendido foi meu celular”, afirmou.
Em tom crítico, o parlamentar sugeriu que a operação pode ter motivações políticas e relacionou sua situação ao posicionamento que adota na Assembleia Legislativa. Segundo ele, sua atuação fiscalizadora e os embates travados contra grupos econômicos influentes teriam gerado desgaste nos bastidores.
Faissal também lembrou que fatos semelhantes aos investigados atualmente já foram levados anteriormente ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), sem que houvesse prosseguimento das denúncias.
Apesar do avanço das investigações, o deputado afirmou estar tranquilo em relação à análise de suas movimentações financeiras. Segundo ele, todos os recursos recebidos possuem origem identificada e compatível com sua atividade profissional e atuação parlamentar.
Fonte: Política – O DOCUMENTO | Confira as principais notícias de Cuiabá, Mato Grosso e região (https://odocumento.com.br/faissal-nega-envolvimento-em-suposto-esquema-de-venda-de-sentencas-em-mt/)
