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Jayme Campos volta a cobrar urgência na renegociação das dívidas rurais: “Situação gravíssima”

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Jayme Campos volta a cobrar urgência na renegociação das dívidas rurais: “Situação gravíssima”

O senador Jayme Campos (União-MT) voltou a cobrar da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado mais agilidade na aprovação de uma solução para a renegociação das dívidas dos produtores rurais. O apelo foi feito durante debate com vários senadores sobre o PL 5.122/23, que busca criar uma linha especial de financiamento para o setor agropecuário diante do agravamento do endividamento no campo.

Em debate com a relatora da matéria, senadora Tereza Cristina (PL-MS), Jayme afirmou que o problema exige resposta rápida do Congresso e do Governo Federal. Segundo ele, a situação nas regiões produtoras já é crítica e pode se transformar em uma crise de grandes proporções caso não haja medidas emergenciais.

“Se nós não tomarmos essas providências rápidas, nós vamos ter uma crise. Talvez o Governo não tenha tido nem a capacidade de mensurar o que vem pela frente. É gravíssima a situação” – alertou o senador.

O parlamentar citou como exemplo o cenário enfrentado por produtores em Mato Grosso. Em várias regiões do estado, segundo ele, o atraso das chuvas impediu o plantio da soja dentro da janela ideal. Com isso, muitos produtores perderam a possibilidade de fazer a chamada safra e safrinha, tradicional no ciclo agrícola mato-grossense.

“Tem muitas regiões do Mato Grosso em que muitos não plantaram nem a soja, tendo em vista que demorou para vir as águas. Diante disso, alguns preferiram plantar algodão, outros plantaram milho, e perderam a possibilidade de ter as duas plantas, ou seja, a safra e a safrinha” – ele relatou.

Além dos efeitos climáticos, Jayme destacou a combinação de alta nos custos de produção, dificuldade de compra de insumos, preços baixos das commodities e endividamento crescente. Segundo ele, os valores discutidos inicialmente, na faixa de R$ 36 bilhões a R$ 40 bilhões, seriam insuficientes diante do tamanho real do problema.

“Isso é para fazer o quê? Um remendozinho. Na verdade, são quase R$ 800 bilhões. É muito dinheiro. E, pela situação que eu estou acompanhando, tem gente que não vai conseguir botar nem máquina” – acrescentou.

O senador também chamou atenção para os preços recebidos pelos produtores em Mato Grosso. Ele citou o milho vendido entre R$ 43,00 e R$ 44,00 a saca e a soja em torno de R$ 102,00 valores que, segundo ele, não compensam os custos de produção, especialmente depois dos descontos e encargos incidentes sobre a atividade. “Não fecha a conta nem a pau” – resumiu Jayme, ao mencionar ainda o peso do Fethab, fundo cobrado em Mato Grosso.

A senadora Tereza Cristina (PP-MS), que tem participado das negociações sobre a proposta, disse que os valores inicialmente previstos no projeto já não são suficientes, e há uma corrida contra o tempo porque o Plano Safra deve ser anunciado em junho. Tereza Cristina disse que há uma proposta em discussão para chegar a mais de R$ 180 bilhões em dívidas com necessidade urgente de renegociação. Ela observou, porém, que o passivo total é ainda maior, pois há também dívidas não bancárias, especialmente com empresas fornecedoras de insumos.

Para o senador, a renegociação das dívidas rurais é indispensável não apenas para preservar os produtores, mas também para evitar impactos mais amplos sobre a economia, a produção de alimentos e a sociedade brasileira. “Com certeza, essa medida vai nos ajudar a resolver essa situação e vai beneficiar toda a sociedade brasileira de uma maneira geral” – ele concluiu.

Fonte: Política – O DOCUMENTO | Confira as principais notícias de Cuiabá, Mato Grosso e região (https://odocumento.com.br/jayme-campos-volta-a-cobrar-urgencia-na-renegociacao-das-dividas-rurais-situacao-gravissima/)


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