Emanuel Pinheiro acusa Mendes de fugir de debate nas eleições de 2016 e alfineta aliados
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Conteúdo/ODOC – O ex-prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PSD), decidiu antecipar o tom da disputa pelo Palácio Paiaguás e abriu uma nova frente de ataques contra o grupo político liderado pelo governador Mauro Mendes (União). Em entrevista à Jovem Pan, na última quinta-feira (2), o pessedista afirmou que Mauro “fugiu” do confronto nas eleições municipais de 2016 e classificou como “farinha do mesmo saco” os principais nomes que hoje disputam o comando do Estado.
Pré-candidato ao Governo de Mato Grosso, Emanuel afirmou que gostaria de ter enfrentado diretamente Mauro Mendes na disputa pela Prefeitura de Cuiabá, mas sustentou que o então prefeito desistiu da reeleição após tentar convencê-lo a abandonar a candidatura.
“Eu queria mesmo era enfrentar o Mauro Mendes. Quando eu saí candidato, em junho de 2016, ele ainda era candidato. Ele foi lá em casa e propôs uma vice e duas secretarias para eu não sair. É mais fácil dizer que ele correu do debate do que falar que isso foi empurrão. Eu coloquei minha cara a tapa”, declarou.
A fala resgata uma das disputas mais emblemáticas da política cuiabana e reacende um embate que, até então, permanecia nos bastidores. Ao trazer novamente o episódio à tona, Emanuel sinaliza que pretende transformar o histórico confronto com Mauro em um dos eixos centrais da campanha de 2026.
O ex-prefeito também revisitou as eleições estaduais de 2022. Segundo ele, permaneceu no comando da Prefeitura por respeito ao mandato recebido da população cuiabana e delegou à esposa, Márcia Pinheiro, o papel de principal adversária do grupo governista.
“Eu era prefeito de Cuiabá e tinha um compromisso com a população cuiabana. Não traí a confiança do meu povo e a minha esposa, de forma heroica, ocupou o espaço de oposição, ficando em segundo lugar”, afirmou.
Na sequência, Emanuel ampliou o alcance das críticas e mirou o atual cenário da sucessão estadual. O ex-prefeito incluiu no mesmo grupo o governador Mauro Mendes, o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), o senador Wellington Fagundes (PL) e o chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho.
“É tudo farinha do mesmo saco. Estavam juntos em 2022, juntos em 2024 e agora, por interesse, estão brigando e se dividindo em dois. É tudo a mesma coisa”, disparou.
Ao comentar a pré-candidatura de Wellington Fagundes ao Governo, Emanuel voltou a atacar Mauro Carvalho, atual secretário-chefe da Casa Civil e primeiro suplente do senador.
“O Mauro Carvalho chega a ter a pachorra de ser secretário da Casa Civil do Pivetta, dizer que é coordenador dele, mas ser o primeiro suplente do Wellington ao Senado”, ironizou.
Na avaliação do ex-prefeito, uma eventual vitória de Wellington abriria caminho para que Mauro Carvalho assumisse uma cadeira no Senado sem disputar votos diretamente.
“Se o Fagundes ganhar, ele vira senador sem voto, um ilustre desconhecido por quatro anos. Tudo para manter o poder entre eles. Alguém precisa ter a sinceridade de expor isso. Além de propostas e progressos, a gente precisa levar isso para a sociedade e debater a verdade sobre certos grupos políticos”, concluiu.
Fonte: Política – O DOCUMENTO | Confira as principais notícias de Cuiabá, Mato Grosso e região (https://odocumento.com.br/emanuel-pinheiro-acusa-mendes-de-fugir-de-debate-nas-eleicoes-de-2016-e-alfineta-aliados/)
