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Com três aposentarias, Júlio Campos nega busca por cargo público após derrota nas urnas

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Com três aposentarias, Júlio Campos nega busca por cargo público após derrota nas urnas

Conteúdo/ODOC – O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) afirmou que pretende se dedicar às empresas e à família após deixar a Assembleia Legislativa, em janeiro. Derrotado na tentativa de reeleição, ele descartou buscar uma função remunerada no poder público e sinalizou o encerramento de uma trajetória de 54 anos na política e na administração pública.

Em entrevista à imprensa na quarta-feira (21), Júlio disse que os negócios da família passarão a ocupar sua rotina. O parlamentar completa 80 anos em dezembro e pretende preparar as próximas gerações para dar continuidade às atividades empresariais.

“Eu vou cuidar das minhas empresas. Estamos com muita atividade empresarial e [vou] preparar os filhos e netos para continuar”, declarou.

Ao afastar a possibilidade de aceitar um cargo na Assembleia ou em outro órgão, o deputado afirmou estar satisfeito com sua situação e com o percurso profissional. “Eu não posso mais ser servidor público, já tenho três aposentadorias, então estou muito satisfeito”, disse.

A disposição para colaborar, segundo ele, poderá continuar de forma voluntária. Júlio afirmou que aceitaria ajudar órgãos públicos, caso fosse procurado, mas sem receber salário. “Posso até ajudar como voluntário, se precisar, em qualquer órgão, mas independente de salário. Aliás, já estou suficientemente bem satisfeito pelo trabalho que fiz nesses 54 anos de vida pública.”

Primeiro suplente do União Brasil, o parlamentar também minimizou a perspectiva de retornar à Assembleia por meio de uma eventual vaga. Essa possibilidade chegou a ser discutida diante de uma possível candidatura do deputado Dilmar Dal’Bosco (União Brasil) ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT).

A movimentação, entretanto, depende de uma cadeira disponível na Corte. O conselheiro Waldir Teis declarou recentemente que pretende permanecer no tribunal até a aposentadoria compulsória, afastando a hipótese de antecipar sua saída.

Ao avaliar o mandato, Júlio destacou os dois primeiros anos na presidência da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) e sua participação na Mesa Diretora, como vice-presidente. Também mencionou o apoio à administração do presidente da Assembleia, Max Russi.

O deputado afirmou que apresentou propostas e cumpriu suas atribuições, mas fez uma ressalva sobre o ritmo de trabalho do Legislativo. “Acho que cumpri bem o meu dever, apresentei projetos de lei, decretos legislativos. Acho que fiz um bom trabalho e poderia fazer mais se a Assembleia tivesse mais atividades”, afirmou.

A passagem pela Assembleia integra uma carreira que incluiu os cargos de prefeito de Várzea Grande, governador de Mato Grosso, deputado federal, senador e conselheiro do Tribunal de Contas do Estado.

Fonte: Política – O DOCUMENTO | Confira as principais notícias de Cuiabá, Mato Grosso e região (https://odocumento.com.br/com-tres-aposentarias-julio-campos-nega-busca-por-cargo-publico-apos-derrota-nas-urnas/)


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