Ex-vice nega plano para cassar Flávia e diz que renunciou por divergências políticas em VG
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Conteúdo/ODOC – O ex-vice-prefeito de Várzea Grande e presidente da Fecomércio-MT, Sebastião dos Reis Gonçalves, conhecido como Tião da Zaeli, negou categoricamente, nesta quarta-feira (21), qualquer envolvimento em um suposto esquema de articulação política para cassar a prefeita Flávia Moretti (PL) e favorecer a ascensão do presidente da Câmara Municipal, Wanderley Cerqueira (MDB), ao comando da Prefeitura.
Em nota de esclarecimento, Tião classificou as acusações como infundadas e afirmou que elas não correspondem à realidade dos fatos.
A manifestação ocorre após a divulgação de informações da Operação Cathedra Venalis, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de Mato Grosso, na terça-feira (20). A investigação apura suspeitas de corrupção, compra de apoio político, extorsão e coação envolvendo vereadores e agentes políticos de Várzea Grande.
Documentos da investigação mencionam Tião como possível articulador político ligado ao grupo de Wanderley Cerqueira.
Segundo depoimentos reunidos pelo Gaeco, Tião teria participado de conversas para garantir apoio à recondução de Wanderley à presidência do Legislativo. O vereador Caio Cordeiro (Novo) relatou aos investigadores que foi procurado pelo ex-vice-prefeito e que, durante as tratativas, teria sido mencionada a possibilidade de cassação de Flávia Moretti.
Com a renúncia de Tião ao cargo de vice-prefeito, uma eventual saída definitiva da prefeita poderia abrir caminho para que o presidente da Câmara assumisse o Executivo municipal, observadas as regras de sucessão.
Na nota, Tião da Zaeli também rebateu as suspeitas relacionadas à sua saída da Prefeitura. Ele ressaltou que a renúncia, formalizada em 31 de março deste ano, ocorreu de maneira voluntária e foi motivada por divergências políticas com os rumos da administração municipal. Segundo o ex-vice-prefeito, a decisão foi consequência de sua discordância com o cenário político instalado em Várzea Grande.
A Operação Cathedra Venalis cumpriu 30 mandados de busca e apreensão em endereços relacionados aos investigados. Entre as suspeitas apuradas estão pagamentos mensais de R$ 10 mil a vereadores, ofertas de R$ 100 mil em troca de votos na eleição da Mesa Diretora e possíveis promessas de vantagens financeiras relacionadas à concessão ou privatização do Departamento de Água e Esgoto (DAE). Os valores constam de depoimentos e documentos investigativos, mas não representam pagamentos comprovados.
Ao encerrar o esclarecimento, Tião reafirmou seu respeito ao Ministério Público, ao Poder Judiciário e à imprensa. O ex-vice-prefeito declarou confiar na apuração rigorosa e imparcial dos fatos e garantiu que permanece à disposição das autoridades para prestar os esclarecimentos necessários. Ele também defendeu que as informações sejam tratadas com responsabilidade e respeito ao devido processo legal.
As investigações continuam, e as suspeitas mencionadas nos procedimentos ainda dependem de apuração. Até o momento, as informações divulgadas não demonstram que Tião da Zaeli tenha sido condenado ou que sua participação em práticas criminosas tenha sido comprovada.
Fonte: Política – O DOCUMENTO | Confira as principais notícias de Cuiabá, Mato Grosso e região (https://odocumento.com.br/ex-vice-nega-plano-para-cassar-flavia-e-diz-que-renunciou-por-divergencias-politicas-em-vg/)
